Como a naninha ajuda o bebê a dormir? Entenda

Como a naninha pode ajudar na rotina do sono?

Quem já tentou colocar um bebê para dormir sabe: o sono não acontece apenas quando o corpo está cansado. Para uma criança pequena, dormir também significa se separar, por algumas horas, de tudo aquilo que traz segurança: o colo, a voz, o cheiro e a presença de quem cuida.

É nesse momento que a naninha pode ganhar um significado especial.

A naninha não faz o bebê dormir. Ela não é uma fórmula para noites tranquilas e não substitui uma rotina de sono, o colo ou a presença dos pais.

Mas, para algumas crianças, ela pode se tornar um objeto de conforto e familiaridade, especialmente na hora de dormir.

Um pequeno sinal de que está chegando a hora de dormir

Crianças pequenas aprendem muito por repetição. Quando determinados elementos aparecem sempre antes do sono: banho, pijama, história, luz mais baixa, colo — eles passam a fazer parte de uma sequência conhecida.

A naninha também pode ocupar esse lugar.

Quando está presente na rotina de forma consistente, ela pode se transformar em um sinal familiar de que o dia está terminando e que chegou a hora de desacelerar.

É a previsibilidade que importa.

Não é a naninha que "desliga" a criança. É a familiaridade daquele pequeno ritual que pode ajudar a tornar a transição para o sono mais tranquila.

Quando um objeto passa a representar segurança

A psicologia do desenvolvimento estuda há décadas o vínculo que algumas crianças criam com determinados objetos.

Donald Winnicott ficou conhecido pelo conceito de objeto transicional: aquele objeto especial que pode acompanhar a criança em momentos de separação, mudança ou transição. Pesquisas posteriores também observaram a presença de objetos de apego especialmente relacionados ao momento de dormir.

Isso ajuda a explicar uma cena tão comum: aquela criança que não quer dormir sem seu paninho, seu bichinho ou seu companheiro preferido.

Para ela, aquele objeto não é apenas um objeto.

Ele é conhecido.

Tem uma textura familiar. Um cheiro familiar. Está presente em momentos de aconchego. E, com o tempo, pode representar uma sensação de continuidade mesmo quando o ambiente muda.

Uma pesquisa com crianças pequenas, por exemplo, encontrou relação entre o uso de objetos transicionais e situações de separação, sugerindo que eles podem ter um papel de conforto em momentos levemente estressantes.

Isso não significa que toda criança precise de uma naninha algumas simplesmente não criam esse tipo de vínculo. E tudo bem.

O apego acontece de maneira muito particular para cada criança.

E quando a rotina muda?

É justamente aí que a familiaridade pode fazer diferença.

Uma noite na casa dos avós. Uma viagem. Uma mudança de quarto. O início da escola.

Em situações novas, ter por perto algo conhecido pode ajudar a criança a se sentir mais conectada à sua rotina habitual.

A naninha não elimina a saudade, nem impede que a criança sinta insegurança. Mas pode ser uma pequena referência de familiaridade em meio a tantas novidades.

E talvez seja esse o seu maior papel.

Não fazer o sono acontecer.

Mas ajudar a tornar o caminho até ele um pouco mais conhecido.

Segurança vem antes de tudo

Existe, porém, uma diferença importante entre uma naninha fazer parte da rotina de dormir e ficar dentro do espaço de sono de um bebê.

Para bebês menores de 12 meses, a Academia Americana de Pediatria recomenda que o espaço de sono permaneça livre de objetos macios, brinquedos, travesseiros, cobertores soltos e outros itens que possam aumentar o risco de sufocação ou aprisionamento. O bebê deve dormir de barriga para cima, em uma superfície firme e plana.

Por isso, a forma e o momento de introduzir uma naninha devem considerar a idade e o desenvolvimento da criança, sempre seguindo as orientações do pediatra.

Porque acolhimento e segurança precisam caminhar juntos.

A naninha não faz o bebê dormir

E talvez essa seja a parte mais importante de tudo.

A naninha não precisa fazer milagres.

Ela não precisa garantir uma noite inteira de sono.

Ela não precisa substituir ninguém.

Ela pode simplesmente ser aquele pequeno companheiro que aparece todos os dias na mesma hora, participa do mesmo ritual e, aos poucos, passa a significar:

"Está tudo bem. Eu conheço esse momento. Estou seguro."

Na Baby Me, acreditamos que dormir melhor não deveria ser uma corrida em busca da técnica perfeita.

Às vezes, o que uma criança precisa para desacelerar é justamente aquilo que já conhece: uma rotina previsível, a presença de quem ama e, para algumas delas, um pequeno companheiro para levar junto até o mundo dar boa-noite.